O Brasil chegou a 5,66 milhões de casos acumulados de infecção pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram 10.554 novos registros confirmados de covid-19, totalizando 5.664.115. Os dados são do boletim do Ministério da Saúde, divulgado no fim da tarde deste domingo (8).

De acordo como Ministério da Saúde, o total de mortes em razão da pandemia é de 162.397. Nas últimas 24 horas, as secretarias de saúde acrescentaram às estatísticas 128 novos óbitos.

O estado de São Paulo é o maior em número de casos e mortes pelo novo coronavírus no país, desde o início da pandemia. Ao todo, o estado acumula 1.125.936 casos confirmados de covid-19 e 39.717 mortes. 

 

 

Fonte: PB/Agência  Foto: Fiocruz

 

BRASÍLIA – O empresário Carlos Wizard desistiu de assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos e também deixou o cargo de conselheiro do Ministério da Saúde. Ele tomaria posse na secretaria nesta segunda-feira, dia 8. 

Por meio de nota, o bilionário informou que não vai mais atuar na pasta. “Informo que hoje (7/06) deixo de atuar como Conselheiro do Ministério da Saúde, na condição pro bono. Além disso, recebi o convite para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta. Agradeço ao ministro Eduardo Pazuello pela confiança, porém decidi não aceitar para continuar me dedicando de forma solidária e independente aos trabalhos sociais que iniciei em 2018 em Roraima”, declarou Wizard.

O empresário lamentou as declarações que deu nos últimos dias, sobre o plano de recontar os mortos pela covid-19, porque haveria irregularidades nas informações. “Peço desculpas por qualquer ato ou declaração de minha autoria que tenha sido interpretada como desrespeito aos familiares das vítimas da Covid-19 ou profissionais de saúde que assumiram a nobre missão de salvar vidas”, afirmou, na nota.

Amigo próximo do ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuell , que conheceu durante a Operação Acolhida, em Roraima, Carlos Wizard passou a dar declarações nesta semana sobre os dados do coronavirus no País, antes mesmo de assumir o cargo no governo. Em entrevista ao jornal O Globo, na sexta-feira, 5, afirmou que os dados de mortos eram “fantasiosos” e que governos estaduais e municípios estariam inflando os números para receber mais recursos do governo federal.

Carlos Wizard desiste de assumir secretaria no Ministério da Saúde ...

No sábado, 6, Wizard disse ao Estadão que o governo levaria o assunto “à esfera competente” contra as supostas irregularidades, sem detalhar exatamente o que deveria ser feito. “Temos uma equipe de militares trabalhando nisso, sob o comando do general Pazuello. Estamos levantando os dados e fatos. Levaremos à esfera competente”, comentou, na ocasião. E disse: “Não pretendemos desenterrar mortos, não tratamos disso. O que pretendemos é rever os critérios dessas mortes”.

A baixa representa mais um revés no Ministério da Saúde, que hoje é gerenciado por mais de duas dúzias de militares sem formação na área. Desde o início da pandemia, a pasta perdeu os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, por causa de divergências com o presidente Jair Bolsonaro, que insiste no fim do isolamento social e no uso indiscriminado da cloroquina como forma de tratamento da doença.

Carlos Wizard, que é o ex-dono de uma escola de idiomas que leva seu sobrenome, cuidaria exatamente da secretaria que trata do uso da substância no tratamento da doença. Ao Estadão, ele chegou a fazer uma defesa enfática da substância como forma de enfrentar o vírus.

 

 

Fonte:PortaldoBanzeiro/Estadão/Foto:Divulgação

 

 

São Paulo (SP) - A cantora gospel Fabiana Anastácio morreu em São Paulo na manhã desta quinta-feira (4/06) vítima de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Ela tinha 45 anos.

A nota de falecimento foi publicada no perfil da artista nas redes sociais. Segundo informações divulgadas na página, Fabiana estava internada havia mais de uma semana por conta de complicações decorrentes do coronavírus.

No final de maio, um financiamento coletivo chegou a ser feito e divulgado no perfil para ajudar a custear o tratamento da artista.

"Como igreja sabemos que quando um parte do corpo perece, todo corpo sente a dor ou, pelo menos, deveria sentir. A dor não escolhe cor, nem raça, nem status ou condição... ela simplesmente surge e traz suas consequências", dizia a nota.

"Nesse momento nossa amiga/pastora/cantora Fabiana Anastácio precisa da nossa ajuda para combater o COVID-19, ela está internada no hospital com todos os cuidados necessários, mas com um custo alto para a família, ainda mais nesse momento de recesso de agendas e claro, com algo que ninguém esperava. Estamos todos juntos nessa causa, #SomosTodosFabiana."

Natural de Santo André, Fabiana é filha de um pastor e uma maestrina e cantava desde os 4 anos. Ela lançou seu primeiro disco solo em 2012.

Fonte:PortaldoBanzeiro/G1/Foto:Divulgação

 

Nos dois meses de agravamento da pandemia de Covid-19 no Amazonas, os cemitérios públicos e privados de Manaus registraram 5.168 sepultamentos e cremações. Foram 2.809 no mês de abril e mais 2.359 em maio. O sistema funerário público gerido pela Prefeitura de Manaus foi responsável por 4.334 desses enterros, o equivalente a 83,8%.

 

No mês de abril, os cemitérios públicos registraram 2.435 sepultamentos e cremações, enquanto que em maio foram 1.899. Apesar da redução de sepultamentos e cremações, os óbitos registrados tendo como causa a Covid-19 tiveram um crescimento de 83,1%, saindo de 190, em abril, para 348 no mês de maio.

“O cenário ainda é preocupante, os números não mostram que a contaminação pelo novo coronavírus está controlada. Por isso, fui contra a reabertura do comércio nesta segunda-feira, porque temo uma segunda onda de casos e, talvez, mais violenta que a primeira”, alertou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. “Peço para que todos tenham cautela, usem máscaras e sigam as regras de distanciamento social. Não sou a favor do plano de reabertura proposto pelo governo estadual, mas darei o apoio necessário para que os ciclos de liberação ao funcionamento sejam obedecidos pelos comerciantes”, concluiu.

A demanda no sistema funerário público de Manaus segue ainda acima da média do período anterior à pandemia. No mês de maio, a média diária de sepultamentos foi de 61, mais do que o dobro em relação às médias diárias registradas em janeiro (29), fevereiro (27) e março (28) e de todo o ano de 2019 (29). Em abril, com o pico de mortes nos últimos dez dias, foram registrados, em média, 81 sepultamentos por dia.

Comparado a maio de 2019, quando ocorreram 860 sepultamentos nos cemitérios públicos de Manaus, o mesmo mês neste ano teve 120% a mais de sepultamentos. O pico de mortes nos cemitérios públicos neste mês de maio foi registrado no feriado do dia 1º (Dia do Trabalhador), quando ocorreram 126 sepultamentos, sendo três cremações.

De acordo com a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), que administra os cemitérios públicos de Manaus, do total de sepultamentos em maio, 34 foram de óbitos oriundos do interior do Amazonas e 401 de mortes em domicílio. A Semulsp informa, também, que os cemitérios privados registraram 460 sepultamentos no mês, sendo 338 no Cemitério Recanto da Paz, em Iranduba, na região metropolitana de Manaus, e 122 no Parque Tarumã, no bairro Tarumã, zona Oeste.

 

Para o secretário da Semulsp, Paulo Farias, a tendência de queda de sepultamentos em maio não deve ser encarada como um relaxamento na prevenção à Covid-19. “Encerramos maio com uma visível tendência de quedas no número de sepultamentos diários em Manaus e isso é bom. Entretanto, apelamos à população para que mantenha os cuidados, evite contaminação desnecessária, evite o surgimento de novos casos dessa doença que tanta tristeza e tanto transtornos vem trazendo a todos”, disse.

Manaus possui dez cemitérios públicos, sendo seis na área urbana e quatro na zona rural. Desses, somente o Nossa Senhora Aparecida, no bairro Tarumã, zona Oeste, possui capacidade para novas sepulturas. Nos demais, só é possível realizar enterros se a família da pessoa morta já possuir uma sepultura no local.

 

Informe Funerário

A Prefeitura de Manaus informa que, neste domingo, 31/5, foi registado um total de 47 mortes nos cemitérios públicos e privados da cidade, sendo dois oriundos do interior do Amazonas. Nos espaços administrados pela Semulsp, foram 32 sepultamentos e uma cremação. Já nos particulares, ocorreram 14 enterros.

Do total de sepultamentos e cremações no sistema público, nove foram de óbitos em domicílio e nove utilizaram o serviço SOS Funeral, gerenciado pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc). Entre as causas de morte, nove pessoas tiveram no atestado a confirmação para Covid-19. Outras quatro pessoas foram registradas como causa desconhecida ou indeterminada e também oito por motivo de síndrome ou insuficiência respiratória ou ainda parada cardiorrespiratória.

 

Sepultamentos e cremações no sistema público

DATA SEPULTAMENTOS E CREMAÇÕES FALECIMENTO EM DOMICÍLIO COVID-19
01/05/2020 126 28 12
02/05/2020 99 22 23
03/05/2020 92 17 7
04/05/2020 95 22 12
05/05/2020 89 21 13
06/05/2020 76 15 10
07/05/2020 91 26 9
08/05/2020 93 21 9
09/05/2020 80 20 9
10/05/2020 41 11 6
11/05/2020 79 17 15
12/05/2020 67 18 18
13/05/2020 66 15 12
14/05/2020 59 11 9
15/05/2020 56 8 16
16/05/2020 51 12 11
17/05/2020 52 14 9
18/05/2020 47 10 15
19/05/2020 54 11 13
20/05/2020 57 9 13
21/05/2020 50 8 13
22/05/2020 44 9 11
23/05/2020 38 4 12
24/05/2020 31 0 8
25/05/2020 38 13 12
26/05/2020 40 8 7
27/05/2020 45 4 13
28/05/2020 40 5 10
29/05/2020 37 6 9
30/05/2020 33 7 3
31/05/2020 33 9 9
TOTAL 1899 401 348

 

 

 

 

Fonte:PortaldoBanzeiro/Foto:Alex Pazuello

 

 

 

 

 

 

O total de 431 pacientes curados da Covid-19 marca os 50 dias de operação do hospital de campanha municipal Gilberto Novaes, localizado no bairro Lago Azul, zona Norte, nesta segunda-feira, 1º/6. A unidade, montada para desafogar o sistema tradicional de saúde e administrada pela Prefeitura de Manaus, em parceria com o grupo Samel e o instituto Transire, trabalha com alta complexidade no enfrentamento ao novo coronavírus e já acumula 30 dias ininterruptos de altas médicas.

“O hospital de campanha municipal tem uma missão: salvar vidas! É com esse foco que, nestes 50 dias de operação, ele vem trabalhando, tendo à frente verdadeiros guerreiros e guerreiras, na figura de médicos, enfermeiros, auxiliares e demais profissionais, que direta ou indiretamente não medem esforços no combate diário à Covid-19. A eles, e aos nossos parceiros, que acreditaram que seria possível salvar a vida dos nossos irmãos manauaras, em especial o grupo Samel e o instituto Transire, só tenho a agradecer e comemorar esses mais de 430 pacientes curados neste período, e que possamos seguir salvando ainda mais vidas”, destaca o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. 

O coordenador do hospital de campanha municipal, Ricardo Nicolau, faz um balanço positivo destes 50 dias de atuação da unidade de saúde. “Se chegamos ao quinquagésimo dia com mais de quatro centenas de vidas salvas, todos os esforços estão valendo a pena”, avalia. Desde o dia 3 de maio, diariamente, pacientes da unidade têm retornado aos seus lares após encerrarem o tratamento hospitalar contra a Covid-19. Até a tarde desta segunda-feira, 431 pacientes saíram vitoriosos contra a doença, dentre os quais 20 indígenas.

 

Segundo Nicolau, é sempre satisfatório poder devolver um número expressivo de pessoas aos braços de suas famílias, o que demonstra que os métodos aplicados de atendimento têm dado certo. O hospital utiliza as mesmas tecnologias e os mesmos protocolos clínicos empregados pelos hospitais da rede privada Samel, com destaque para a cápsula “Vanessa”, que permite a ventilação não invasiva de pacientes, evitando a entubação orotraqueal precoce.

 

“Só temos a agradecer ao prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, que acreditou no projeto do grupo Samel e do instituto Transire, permitindo que esta parceria público-privada acumule resultados cada vez mais positivos durante estes 50 dias de funcionamento. Hoje, essa união do público com o privado em favor da vida tem o reconhecimento da população”, ressalta Ricardo.

 

Na última sexta-feira, 29/5, o hospital de campanha foi avaliado por uma equipe da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), que analisou, entre outros itens, os protocolos de segurança voltados para a saúde dos pacientes e dos profissionais da unidade. Após a visita técnica, a equipe de fiscalização do órgão estadual atestou o padrão de qualidade do hospital, destacando que tanto a estrutura é bem organizada quanto a gestão está bem integrada aos diversos setores, principalmente os estratégicos, como de controle de infecção e segurança do paciente.

 

Novos leitos

 

Inaugurado em 13/4, o hospital de campanha conta atualmente com 162 leitos abertos, sendo 39 destinados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A previsão, de acordo com o coordenador da unidade, é que, até o final desta semana, mais 18 leitos sejam abertos.

 

“Precisamos estar sempre preparados nesta guerra contra a Covid-19 e, por isso, temos trabalhado bastante para fazer deste hospital, que era uma escola pronta para ser entregue, um lugar de cura. Este hospital foi um grande desafio para todos os envolvidos, pois transformar uma escola em um hospital em quatro dias não foi fácil, mas graças a Deus e a nossas equipes, conseguimos. No quinto dia de obras, já estávamos recebendo pacientes”, observa Ricardo Nicolau.

 

A unidade foi instalada em uma estrutura de um Centro Integrado Municipal de Educação (Cime), da Prefeitura de Manaus, com mais de 6 mil metros quadrados, que estava prestes a ser inaugurado. Foram quatro dias de trabalhos intensos, para adaptar os dois prédios do Cime e possibilitar a entrada dos primeiros pacientes. Hoje, além dos mais de cem leitos, a estrutura possui uma sala de tomografia e um laboratório de análises clínicas, que opera 24 horas.

 

Conforme o coordenador do hospital, durante os 50 dias de funcionamento, tanto o corpo técnico quanto o administrativo passaram por muitos momentos de alegria, de aflição e, sobretudo, com histórias reais de superação. “Esse trabalho nos enche de orgulho e nos dá a convicção de que trilhamos o caminho certo e, também, o incentivo de continuar trabalhando até que possamos devolver o último paciente, curado, para sua casa, mostrando o nosso compromisso em salvar vidas”, pontua Nicolau.

 

 

A presença de cerca de 20 mil garimpeiros na Terra Indígena Yanomami durante a pandemia do novo coronavírus e a frágil assistência de saúde no território ameaçam fazer com que até 40% dos indígenas que moram perto das minas ilegais se infectem com a doença.

Nesse cenário, o grupo poderia perder até 6,5% dos seus integrantes, tornando-se uma das populações mais impactadas pela covid-19 em todo o mundo.

As análises estão em um estudo produzido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto Socioambiental (ISA), que classifica os yanomami como "o povo mais vulnerável à pandemia de toda a Amazônia brasileira".

Segundo a pesquisa, revisada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a etnia corre o risco de sofrer um "genocídio com a cumplicidade do Estado brasileiro" caso não se tomem medidas urgentes para expulsar os garimpeiros e melhorar a assistência médica às comunidades.

Com área equivalente à de Portugal, a Terra Indígena Yanomami abriga cerca de 27.398 membros dos povos yanomami e ye'kwana, espalhados por 331 aldeias.

 

O território ocupa porções do Amazonas e de Roraima e se estende por boa parte da fronteira do Brasil com a Venezuela.

 

Rica em depósitos de ouro, a área é alvo de garimpeiros desde pelo menos a década de 1980 — atividade que não foi suspensa nem mesmo após a demarcação da terra indígena, em 1992.

 

No início de abril, quando a pandemia ainda não havia chegado à região, a BBC News Brasil publicou uma reportagem sobre o avanço de garimpeiros em uma área habitada por uma comunidade yanomami que vive em isolamento voluntário.

'Bibliotecas vivas'

O estudo da UFMG e do ISA alerta para as consequências que a disseminação da covid-19 poderá ter entre idosos da etnia.

"O desaparecimento repentino dos mais velhos, conhecidos como 'bibliotecas vivas', pode impactar na reprodução social dos yanomami e implica em consequências irreversíveis para a sobrevivência do patrimônio cultural do povo yanomami e ye'kwana", diz o estudo.

Para chegar às conclusões, os autores usaram modelos matemáticos baseados em dados das populações indígenas brasileiras, os índices de mortalidade por covid-19 em cada Estado e informações sobre o atendimento médico nas regiões habitadas pelas etnias, como o número de leitos de UTI e de respiradores.

Yanomamis com pintura tradicional de seu povo (corpo escuro e rosto vermelho) em reunião ao ar livre

Um dos indicadores usados no cálculo mede a vulnerabilidade dos polos base (postos de saúde) das comunidades, considerando informações como a capacidade de transporte de doentes, a oferta de água encanada e a expectativa de vida ao nascer.

Todos os 37 postos do território yanomami obtiveram a pior nota dentre os 172 estudados: 0,7. O índice vai de 0 a 1, sendo 1 a pior nota.

Trânsito de garimpeiros

No levantamento, foram considerados os 13,9 mil indígenas (50,7% da população do território yanomami) que vivem a até cinco quilômetros de áreas de garimpo.

Essas comunidades são vistas como mais vulneráveis ao contágio por conta da circulação dos garimpeiros entre cidades e o território. Muitos garimpeiros recorrem às aldeias para trocar alimentos ou aliciar trabalhadores indígenas.

Segundo a pesquisa, estudos anteriores já mostraram que o garimpo está associado à maior incidência de doenças infecciosas na Amazônia, como a malária.

Os autores simularam vários cenários para estimar quantas pessoas seriam infectadas a partir de um único paciente com covid-19 que tivesse contato com as comunidades.

Em um cenário de transmissão menos intensa, em que a taxa de contágio (R0) fosse 2 (o que significa que cada infectado transmitiria a doença para outras duas pessoas), 2.131 pessoas seriam infectadas em 120 dias.

No pior cenário, adotando a taxa de contágio (R0) de valor 4, um único caso na região resultaria em 5.603 infectados após 120 dias — ou 40,3% da população abarcada pelo levantamento.

Os autores dizem que os yanomami, assim como outros povos indígenas, são altamente suscetíveis a doenças contagiosas por conta de alguns hábitos culturais. Membros do grupo costumam compartilhar utensílios domésticos, como cuias, e viver em casas que agregam várias famílias.

Mesmo antes da covid-19, doenças respiratórias já eram a principal causa de mortes para a etnia.

"Se uma doença altamente contagiosa como a covid-19 entrar na comunidade, é muito difícil impedir a sua transmissão", diz o estudo.

Caso a letalidade da doença entre os indígenas seja duas vezes maior do que a que atinge a população geral de Roraima e do Amazonas — o que os autores consideram provável por conta da assistência médica deficiente nas comunidades —, haveria até 896 óbitos no grupo.

Nesse cenário, as comunidades que vivem perto das frentes de garimpo perderiam 6,5% de seus integrantes em apenas quatro meses.

Guerreiros Yanomami cruzam riacho durante um encontro de lideranças na comunidade watoriki, na Terra Indígena Yanomami, em novembro de 2019

Mesmo considerando-se as comunidades yanomami mais afastadas que não seriam afetadas pela doença, o índice de mortalidade para toda a etnia seria cerca de 50 vezes maior do que o da Espanha, país com a mais alta taxa de mortes por covid-19 por habitante do mundo.

Até a última segunda-feira (01/06), havia 55 casos confirmados de covid-19 entre os povos yanomami e ye'kwana e três mortes, segundo a Rede Pró-Yanomami e Ye'kwana, que abarca pesquisadores e apoiadores dos grupos.

A primeira morte ocorreu em 19 de abril e vitimou um jovem de 15 anos.

Prioridades para combater a doença

Para o engenheiro agrônomo Antonio Oviedo, pesquisador do ISA que participou do estudo, o governo deveria priorizar duas ações para impedir o avanço da covid-19 no território.

Uma seria expulsar imediatamente os garimpeiros, o que limitaria a possibilidade de novos contatos e infecções nas aldeias.

A outra seria "fazer a busca ativa de casos" no território para testar e isolar pacientes o quanto antes. Hoje, os serviços de saúde só agem quando procurados pelas comunidades.

Segundo Oviedo, doentes têm passado vários dias em contato com parentes até serem diagnosticados — isso quando são atendidos.

Mulher yanomami, com adereços de penas e madeira no rosto, carrega bebê em seu colo

O pesquisador afirma que, embora a covid-19 seja uma doença nova, já há informações suficientes sobre formas de limitar seu impacto. "A partir do momento em que o governo não embasa suas ações nos conhecimentos já existentes, ele está sendo negligente com as mortes que possam vir a ocorrer", afirma.

Origem de epidemias

Vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami, principal organização indígena da etnia, Dario Kopenawa diz à BBC News Brasil que as comunidades estão tentando se isolar e evitando idas à cidade, mas que o trânsito de garimpeiros compromete a eficácia da estratégia.

Segundo ele, as infecções entre os yanomami ocorridas até agora têm relação com os garimpeiros.

Kopenawa afirma que, na filosofia da etnia, a cobiça humana por riquezas subterrâneas é associada ao surgimento de várias epidemias mortíferas como a covid-19. Na língua yanomami, essas doenças são conhecidas como xawara.

"Nosso criador, Omama, colocou as xawara embaixo da terra. Quando alguém fura o solo atrás de minérios, petróleo e gás, elas podem sair de lá e se espalhar entre humanos", diz ele.

Kopenawa é filho do xamã Davi Kopenawa, presidente da Hutukara e um dos mais conhecidos líderes indígenas do Brasil.

Ele afirma que o pai está isolado em sua comunidade e, a exemplo de outros xamãs da etnia, tem trabalhado intensamente para "enfraquecer os efeitos da doença e para que ela volte ao lugar de onde saiu".

 

 

 

Fonte: PortaldoBanzeiro/BBCBrasil/Foto: Victor Moriyama

 

A cantora gospel Fernanda Brum disse ontem que está com covid-19, doença causada pelo novo tipo de coronavírus. A artista usou sua conta no Instagram para dividir a notícia com os seguidores. "Bora encarar o resultado positivo para covid, com leveza e Fé naquele que tudo já levou na Cruz! Amém. Orem por mim, amo vocês", postou.

Anteriormente, ela disse que havia perdido o olfato e o paladar. Além disso, a cantora revelou que estava tomando remédios para lidar com dores no corpo.

 

fernanda

 

Fernanda também afirmou que algumas pessoas glamourizam o vírus. "Quem glamouriza isso é porque não passou por ele ou não teve alguém da família que teve", comentou.

 

 

Fonte:PortaldoBanzeiro/UOL/Foto:Divulgação

Manaus/AM - Sabrina Peres Barreira, de 15 anos, morreu nesta quinta-feira (12), com suspeita de Covid-19, após passar seis dias internada no Hospital Platão Araújo, zona Leste.  O caso foi exibido no Jornal Nacional.

Em meio à muita dor, o pai da adolescente disse que a menina tinha problema nos rins. "Ela sentia muita falta de ar. Ela tava me dizendo ontem que ela tava com impressão de que tava com água no pulmão.". 

Perguntado sobre o que consta na certidão de óbito da filha, o pai afirmou que não conseguiu olhar para o documento que atesta a morte da filha até o momento, se emocionando em seguida.  "Não consigo. Sem palavras. Sem palavras". 

Ao fundo, era possível ouvir a mãe de Sabrina chorando copiosamente, sentada na calçada do hospital.

 

 

Fonte: PortaldoBanzeiro/PH/Foto:Divulgação

Amazonas - Os profissionais que atuam na Segurança Pública do Estado – policiais civis, militares e bombeiros militares – têm sido beneficiados por iniciativas variadas da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) que, por meio dos parlamentares representantes dessas categorias, está sugerindo e aprovando Projetos de Lei (PLs) que determinam desde o oferecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) até amparo financeiro para as famílias que perderam membros para a Covid-19.

As propostas se justificam na medida em que os números demonstram que 198 profissionais dessa área já foram infectados e 17 morreram por Covid-19. Os suspeitos superam os 400 casos entre as três categorias.

 

Vítimas

Entre os policiais militares, por exemplo, a Secretaria de Segurança Pública registra 67 casos confirmados, 405 suspeitos, 67 em isolamento domiciliar, cinco internados, cinco óbitos de policiais da ativa, 11 óbitos de reservistas e seis recuperados. Entre os policiais civis há 61 casos confirmados, 73 em isolamento (observação), 20 suspeitos, 18 recuperados e um investigados falecido. Já entre os mombeiros militares são 70 infectados, sendo 36 em isolamento social, 34 recuperados e nenhum óbito.

As iniciativas do Poder Estadual para essas categorias, segundo os deputados estaduais, tem sido oferecer álcool em gel e máscaras.

Antes desse quadro se consolidar, em março, o deputado Cabo Maciel (PL), como presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública, solicitou ao Governo Estadual o envio, em caráter de urgência, de kits de EPIs para todos os agentes de segurança pública do interior do Estado. É do mesmo deputado a proposta de atendimento prioritário, nas unidades de saúde, de policiais e bombeiros militares que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus.

O parlamentar defendeu também, e a Assembleia Legislativa aprovou a indicação, de que o governo mantenha o pagamento da Gratificação de Tropas Extraordinária (GTE) para policiais que possam estar afastados de seus serviços em virtude da contaminação pelo novo coronavírus. “São muitas as categorias de profissionais que estão mais expostas à contaminação”, aponta o Cabo Maciel, “e os profissionais da Segurança Pública estão entre eles, sendo que ainda é muito deficiente o atendimento e a proteção que são oferecidos àqueles que precisam se manter nas ruas”, salienta.

Diagnóstico

No começo de abril, a deputada Alessandra Campêlo (MDB), propôs que o Estado disponibilizasse testes rápidos para diagnóstico da Covid-19 aos profissionais que estão trabalhando nas áreas essenciais de atendimento ao público, como os trabalhadores da saúde e especialmente os servidores da Segurança Pública.

Com o aumento do número de mortes entre toda a população, os profissionais da Segurança Pública também registraram maior número de contaminados e mortos. Sendo assim, o deputado Delegado Péricles (PSL) apresentou à Aleam um PL que institui a obrigatoriedade de pagamento de indenização aos dependentes de profissionais de saúde e da segurança pública vítimas fatais da Covid-19 no Estado. De acordo com o parlamentar, o valor de R$100 mil deve ser assegurado em período máximo de seis meses, a partir da data do falecimento, ao respectivo dependente.

“Apesar de todas as medidas adotadas, a cobertura oferecida aos profissionais de Segurança Pública no estado ainda é insuficiente, quando considerada a posição de front que eles ocupam diante desta pandemia. Os EPIs ainda estão em número insuficiente. Eles precisam de atenção específica, já que atuam em situação de perigo constante, assim como os profissionais de saúde. Nenhum deles pode parar de trabalhar. Caso contrário, a segurança de nossas famílias entra em risco. O governo precisa entender que a segurança e valorização deles é a da população inteira”, defendeu Delegado Péricles.

O deputado acrescenta os profissionais da Saúde nessa lista. “É lamentável ver o quanto eles têm sido expostos, sobrecarregados e, ainda, sem receber devido pagamento. Quanto mais casos de contágio tivermos, menos policiais estarão nas ruas. Menos médicos estarão nos hospitais para atendimento da população. Quanto mais óbitos, mas famílias ficarão sem seus entes querido e devido apoio emocional e, muitas vezes, financeiro”, avaliou Péricles.

 

Aplicativo

Quanto ao atendimento do Poder Público aos profissionais da Segurança Pública, os policiais militares têm sido orientados, via Boletim Geral, a preencher o cadastro no aplicativo Sasi para acompanhamento de casos suspeitos. Os que recebem prescrição médica, podem pegar medicamentos no Comando Geral. Um posto de vacinação de H1N1 foi montado no formato drive thru para atendimento e vacina dos militares. Quanto à higienização na saída para casa, ela fica sob a responsabilidade de cada policial.

Máscaras e álcool em gel e, em alguns casos, luvas, têm sido disponibilizadas para policiais civis e militares. O Corpo de Bombeiros está realizando o Teste Rápido do Covid para seus integrantes e Policiais Civis no próprio Comando do Corpo de Bombeiro Militar.

 

 

Fonte: PortaldoBanzeiro/Dircom/Foto:Divulgação

Amazonas - O estado registrou 320 novos casos, nesta segunda-feira (11/05), totalizando 12.919 casos confirmados do novo coronavírus no estado, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

Nesta edição do boletim, foram confirmados mais 31 óbitos pela doença, elevando para 1.035 o total de mortes, sendo todos os 31 óbitos nas últimas 24 horas.

O boletim aponta que 4.810 pessoas com diagnóstico de Covid-19 estão em isolamento social ou domiciliar. Outras 6.685 pessoas já passaram pelo período de quarentena (14 dias) e se recuperaram da doença.

Internações – Entre os casos confirmados de Covid-19 no Amazonas, há 389 pacientes internados, sendo 245 em leitos clínicos (44 na rede privada e 201 na rede pública) e 144 em UTI (51 na rede privada e 93 na rede pública).

Há ainda outros 834 pacientes internados considerados suspeitos e que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 631 estão em leitos clínicos (185 na rede privada e 446 na rede pública) e 203 estão em UTI (54 na rede privada e 149 na rede pública).

Municípios – Dos 12.919 casos confirmados no Amazonas até esta segunda-feira (11/05), 7.264 são de Manaus (56,23%) e 5.655 do interior do estado (43,77%).

Além da capital, 56 municípios têm casos confirmados: Manacapuru (950); Parintins (417); Tefé (362); Tabatinga (320); Coari (298); Santo Antônio do Içá (267); Iranduba (236); Careiro Castanho (234); Rio Preto da Eva (218); Itacoatiara (215); Maués (182); Presidente Figueiredo (169); Autazes (162); São Paulo de Olivença (160); Carauari (122); Amaturá (98); Boca do Acre (98); São Gabriel da Cachoeira (97); Anori (91); Tonantins (81); Tapauá (78); Benjamin Constant (69); Urucará (62); Silves (52); Barreirinha (47); Nova Olinda do Norte (38); Beruri (35); Manaquiri (35); Barcelos (34); Novo Airão (34); Fonte Boa (33); Maraã (33); Careiro da Várzea (30); Borba (29); Novo Aripuanã (27); Canutama (22); Itapiranga (22); Lábrea (22); Urucurituba (22); Jutaí (18); Apuí (17); Manicoré (15); Nhamundá (14); Eirunepé (13) e Boa Vista do Ramos (12).

Os municípios de Anamã e Caapiranga têm 11 casos cada um. São Sebastião do Uatumã tem 10 casos. Codajás tem oito casos. Japurá e Santa Isabel do Rio Negro têm sete casos cada um. Humaitá tem seis casos. Alvarães tem dois casos. Os municípios com apenas um caso confirmado são: Atalaia do Norte, Juruá e Pauini.

Óbitos – Entre pacientes da capital, até o momento, há o registro de 691 óbitos confirmados em decorrência do novo coronavírus.

Os 38 municípios do interior com óbitos confirmados até o momento, num total de 344, são: Manacapuru (48); Tabatinga (35); Coari (34); Parintins (33); Itacoatiara (27); Tefé (21); Maués (20); Iranduba (18); Autazes (16); São Gabriel da Cachoeira (10); Presidente Figueiredo (7); Benjamin Constant (7); Careiro Castanho (6); Tonantins (6); Santo Antônio do Içá (5); Rio Preto da Eva (5); Beruri (4); Novo Airão (4); Borba (4); São Paulo de Olivença (3); Amaturá (3); Barcelos (3); Fonte Boa (3); Novo Aripuanã (3); Tapauá (2); Urucará (2); Silves (2); Manaquiri (2); Manicoré (2); Carauari (1); Anori (1); Barreirinha (1); Nova Olinda do Norte (1); Itapiranga (1); Jutaí (1); Nhamundá (1); Caapiranga (1) e Codajás (1).

Outros 135 óbitos estão em investigação e 80 foram descartados para o novo coronavírus. Mais informações podem ser encontradas nos sites www.coronavirus.amazonas.am.gov.br e www.saude.am.gov.br/painel/corona.

 

Fonte: PortaldoBanzeiro/Foto:Divulgação

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